domingo , 28 junho 2026
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Trump admite “custo de transição” com tarifas, mas diz que EUA estão em “boa forma”


Em meio à nova rodada de tensões comerciais com a China e à instabilidade nos mercados, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu nesta quinta-feira (10) sua política tarifária em reunião com o gabinete na Casa Branca. Segundo ele, os EUA enfrentam um “custo de transição”, mas estão em “muito boa forma”.

“Estamos muito, muito felizes com a forma como o país está sendo conduzido. Haverá um custo de transição, problemas de transição, mas no fim será algo belo”, disse Trump, reconhecendo impactos de curto prazo provocados pelas tarifas sobre importações chinesas.

Trump também voltou a afirmar que os EUA estariam arrecadando “bilhões de dólares por dia” graças às tarifas, argumento frequentemente contestado por economistas, que lembram que quem paga as tarifas são os importadores americanos, e não os países de origem das mercadorias.

Leia mais: De “fique tranquilo” a “ficando nervoso”: os bastidores do recuo de Trump nas tarifas

“O que estamos fazendo é só colocar de volta no lugar, estamos reorganizando a mesa”, afirmou o presidente americano. “Estamos trabalhando em algo que seja bom para ambos os países (EUA e China)”.

As declarações ocorrem em um momento delicado: os principais índices de ações nos EUA recuaram nesta quinta-feira, devolvendo parte dos ganhos registrados na histórica alta do dia anterior. A volatilidade tem sido impulsionada pela incerteza em torno da guerra comercial e pela reação às medidas protecionistas anunciadas pelo próprio governo Trump.

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O presidente insistiu que seu objetivo é forçar outros países a tratarem os EUA com “justiça” no comércio internacional, mantendo o tom combativo apesar da pressão dos mercados e de líderes empresariais.

As declarações vêm pouco depois de a Casa Branca confirmar que as tarifas aplicadas sobre produtos chineses serão de 145%, após considerar 20% que já estavam em vigor antes do anúncio das chamadas “tarifas recíprocas”.

Após a informação ser divulgada, os mercados aceleram a queda após a informação vir à tona. Às 12h58, o índice Dow Jones recuava 3,85%, o S&P 500 caía 4,59% e o Nasdaq cedia 5,38%. No Brasil, o Ibovespa também recuava, pressionado por Nova York e pelo petróleo.

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Questionado sobre sua reação à nova queda dos mercados, Trump respondeu: “Não vi nada. Estou aqui há duas horas e meia”.



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