quinta-feira , 18 junho 2026
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Estrada de Ferro que liga o Pará ao Maranhão é liberada após protesto de indígenas




Indígenas bloqueiam ferrovia no sudeste do Pará
A Estrada de Ferro Carajás, que liga o Pará ao Maranhão, foi desinterditada na madrugada desta terça-feira (17). A via estava bloqueada há um dia por indígenas do povo Gavião, em uma manifestação que já durava cinco dias.
Segundo a Vale, mineradora que administra a ferrovia, as equipes da empresa fizeram inspeções e manutenções necessárias para a retomada da operação dos trens. A circulação do trem de passageiros ainda segue suspensa e será retomada a partir de quinta-feira (19).
A remarcação de bilhetes ou o reembolso aos passageiros são feitos no prazo de até 30 dias, a contar do pedido que pode ser feito pelo número 0800 285 7000.
O bloqueio da via tinha sido feito por comunidades da Terra Indígena Mãe Maria, que impediram a passagem de trens de minério e também do trem de passageiros operado pela Vale.
Segundo os indígenas, o protesto denunciava irregularidades na duplicação da ferrovia. As lideranças afirmam que a obra tem causado impactos ambientais no território, como poluição sonora e contaminação de rios que passam pela área indígena.
De acordo com o Ministério Público Federal, a empresa estaria operando a segunda linha da ferrovia sem a licença necessária. As comunidades também alegam que não foram consultadas previamente sobre a obra, como prevê a legislação. Os manifestantes informaram que o bloqueio não tem data para terminar.
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Indígenas bloqueiam ferrovia no sudeste do Pará
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Em nota, a Vale, responsável pela ferrovia, informou que, por motivos de segurança, as viagens do trem de passageiros permanecem suspensas nesta segunda-feira (16) e também na terça-feira (17).
A empresa afirmou ainda que adotou providências para retomar a circulação dos trens de forma segura o mais breve possível.
A mineradora informou também que passageiros poderão solicitar a remarcação das passagens ou o reembolso dos bilhetes. O prazo para solicitar o ressarcimento é de até 30 dias a partir da data do pedido.
Sobre a manifestação do Ministério Público Federal, a empresa informou que já se posicionou no processo e deve apresentar defesa na Justiça.
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