quinta-feira , 18 junho 2026
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Marinha usa sonar nas buscas por adolescente indígena desaparecido em naufrágio no rio Xingu, no Pará



Marinha utiliza sonar para ajudar nas buscas por indígena desaparecido no rio Xingu
A Marinha do Brasil está usando sonar para auxiliar nos trabalhos de busca ao adolescente indígena que desapareceu após o naufrágio de uma embarcação no Rio Xingu, em Altamira, no sudoeste do Pará.
Ele estava em uma pequena embarcação, do tipo “voadeira”, que afundou com 12 indígenas na última quinta-feira (11). Três indígenas da etnia Kayapó morreram no acidente, enquanto outras três pessoas desapareceram nas águas. Seis foram resgatadas com vida.
O equipamento de alta tecnologia é capaz de escanear minuciosamente o leito do rio por meio da emissão de ondas sonoras, o que facilita a localização de corpos e objetos em áreas profundas e de baixa visibilidade sob a água.
Atualmente, as operações de resgate se concentram em uma extensa área abaixo das corredeiras do Rio Xingu, a cerca de 70 quilômetros de distância da cidade de Altamira. O ponto crítico das buscas fica na localidade conhecida como Rebojo do Avelino, um trecho complexo do rio marcado por fortes e perigosas correntes.
No dia do naufrágio, a família indígena havia partido da Terra Indígena Kararaô e tinha como destino final a Aldeia Laranjal. A viagem era realizada para que os familiares pudessem participar de uma festividade cultural na região quando o acidente aconteceu.
Cinco indígenas morreram. As vítimas tinham idades que variavam entre 5 e 32 anos. De acordo com os órgãos de resgate, os corpos foram localizados a uma distância de mais de 1 quilômetro do ponto exato onde a embarcação afundou.
O primeiro corpo localizado foi o de Romário Kayapó, encontrado na tarde de quinta-feira (11) por bombeiros e voluntários. Outros dois corpos foram encontrados na manhã de sexta-feira (12), também durante as buscas na região.
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De acordo com testemunhas, a voadeira transportava indígenas dos povos Kayapó e Xikrin que saíram da Terra Indígena Kararaô com destino à cidade. O trecho onde ocorreu o acidente é marcado por muitas correntezas e é considerado perigoso para a navegação, o que aumenta a dificuldade das operações de resgate.
Ainda na noite de quarta-feira, moradores de aldeias vizinhas fizeram buscas por conta própria, mas não conseguiram localizar os desaparecidos. As equipes seguem concentradas na área e devem continuar o trabalho ao longo do dia, na tentativa de encontrar as pessoas que ainda não foram localizadas.
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