domingo , 21 junho 2026
Lar Brasil Tesouro estima que despesas com precatórios fora da meta atingirão pico em 2028
BrasilEconomia

Tesouro estima que despesas com precatórios fora da meta atingirão pico em 2028


O Tesouro Nacional estima que o ápice das despesas com precatórios fora da meta fiscal ocorrerá em 2028, com o pagamento de R$ 98,7 bilhões. Depois, os valores fora do limite passarão a cair até zerarem em 2036. Para 2026, a previsão é gastar R$ 57,8 bilhões. 

Precatórios são dívidas dos governos decorrentes de decisões judiciais. Uma emenda à Constituição promulgada no ano passado retirou esses pagamentos do cálculo de resultado primário do governo, com uma inclusão gradual a partir de 2027.  

Em 2027, a projeção é que os precatórios cheguem a R$ 96 bilhões. Após o pico no ano seguinte, começa uma queda, com R$ 91,3 bilhões em 2029 e R$ 85,1 bilhões em 2030. As estimativas fazem parte da 7ª Edição do Relatório de Projeções Fiscais do Tesouro, divulgado nesta segunda-feira. 

Aproveite a alta da Bolsa!

A sequência descendente continua até chegar a R$ 21,6 bilhões em 2035, último ano em que os pagamentos fora da meta estão previstos. 

“Adicionalmente, a partir de 2027, as despesas com precatórios e RPV passarão a ser gradualmente incorporadas na apuração da meta, de forma cumulativa, em percentual adicional mínimo de 10% em relação ao montante considerado no ano anterior, de forma que em 2036 a íntegra das despesas com sentenças judiciais estaria incorporada à meta”, diz o relatório. 

Previsão de déficit de 0,2%

No relatório, o Tesouro também estimou que o resultado primário ficará em -0,2% do Produto Interno Bruto (PIB) tanto em 2026 quanto 2027. O superávit ocorreria somente a partir de 2028, com 0,3%. A previsão é de um aumento gradual do resultado até alcançar 1% em 2033. 

Continua depois da publicidade

No Orçamento de 2026, o governo federal previu superávit primário ainda em 2026, de 0,25% do PIB, ou R$ 34,3 bilhões. 

A projeção foi feita a partir de um cenário com crescimento real médio do PIB de 2,7% ao ano e aumento nominal médio da massa salarial de 8,8% ao ano. Além disso, há a expectativa de redução da Taxa Selic até 2031, com estabilização em 6,4%. Atualmente o índice está em 15%.



FONTE

Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Artigos relacionados

BrasilEconomia

Produtos brasileiros podem estar sujeitos a tarifas de até 37,5% dos EUA, diz Amcham

Além do conjunto de tarifas propostas na investigação da Seção 301 específica...

BrasilEconomia

XP eleva projeção da Selic a 14% e inflação em 5,3% para o fim de 2026

Os riscos inflacionários estão mais claros e devem pressionar o Banco Central...

BrasilEconomia

Por que os EUA querem punir o Brasil por falhas no combate ao trabalho forçado

O governo dos Estados Unidos incluiu o Brasil entre os países que...

BrasilEconomia

Japão faz alerta enquanto operadores empurram iene para a zona de intervenção de 160

TÓQUIO, ⁠3 Jun (Reuters) – O iene se enfraqueceu a ⁠níveis que...

TV CATRAIA WEB